15 desatinónimos para Fernando Pessoa

domingo, janeiro 28, 2007

Explicações de Inglês

Eduardinho chegou à Brasileira mesmo em cima da hora.
Fernando António já se encontrava sentado à mesa, com um bagaço à sua frente. O petiz estava algo intimidado, mas por fim lá se aproximou do poeta, que tinha um ar estranho.
— Deves ser o Eduardinho, que vem para a explicação de inglês.
Eduardinho disse que sim com a cabeça. Fernando António indicou-lhe a cadeira do lado.
— Senta-te aí, petiz. Já tomaste o pequeno-almoço?
Eduardinho esclareceu que tinha tomado um sumo de laranja.
— Um sumo de laranja não é nada. Um petiz como tu precisa de alguma coisa substancial, para aguentar um dia inteiro de provações. Ó Lopes, são mais dois bagaços!
O Lopes trouxe mais dois bagaços e colocou-os à frente de Fernando António. O poeta empurrou um para Eduardinho. Dois ou três pingos de bagaço escorreram pelas bordas do cálice e ficaram a evaporar-se em cima da mesa.
— Ó petiz, isto não custa nada. Olha para mim!
E pronto. Não custou mesmo nada. Fernando António atirou um bagaço, de penalty, como é de bom tom, pelas goelas abaixo.
— Viste? Isto não custa nada. É sempre a aviar. Beber bagaço é dar de comer a um milhão de portugueses.
Eduardinho olhou para Fernando António e percebeu que a vida não continuava se não bebesse o bagaço. Experiência inédita. Mas se o cálice parecia estar cheio de água, não podia ser assim muito difícil. Atirou a cabecita para trás e lá desapareceu o primeiro bagaço da sua vida.
Um violento ataque de tosse tomou imediatamente conta do corpo franzino de Eduardinho. Algumas senhoras finas invectivaram o poeta.
— Parece impossível. A dar bagaço à criança... o senhor é um irresponsável...
— Ó minha senhora, circunde-se de rosas. Beba, ame, cale-se. O mais é nada...
Eduardinho começou a recuperar o fôlego. Sem saber como nem porquê, um sorriso aflorou-lhe os lábios. O poeta aparou o sorriso do petiz com elegância e devolveu-lhe a graça com um sorriso ainda mais aberto.
— Bagaço, Eduardinho. O bagaço é que nos salva! Há por aí outra pinga boa, mas o bagacinho é que faz andar o mundo. Estás a perceber?

As senhoras finas levantaram-se da mesa do lado e desceram em direcção ao Rossio. Não se podia estar ao lado do poeta, cada vez mais bêbado, cada dia mais insuportável, com as suas manias e maluquices.
— Queres comer alguma coisa, ó miúdo? Come chocolates, pequeno, come chocolates. Olha, pede uma tablette pequenina e molha a pontinha no bagaço. Ah! pois é, já não temos bagaço. Ó Lopes, faça-me um favor. São mais dois bagaços e um chocolate fininho para o miúdo... mas olhe, daqueles que caibam no cálice...
O Lopes trouxe mais dois bagaços e um chocolate fininho, com papel às risquinhas, que Eduardinho tomou a seu cargo com prontidão.
— Ó sôr Fernando, o miúdo aguenta-se no balanço com os bagaços? Se calhar era melhor travar um bocadinho...
— Ó Lopes, não me diga que está como as lambisgóias do chazinho e scones... este miúdo tem pinta de ser de boa cepa... não é, Eduardinho? Olha, petiz, mergulha a pontinha do chocolate e trinca... isso mesmo... estás a ver como é? Vou só beber mais um bagacinho e já começamos a explicação...
Pelas 11 horas da manhã, Fernando António Nogueira Pessoa, bagaceiramente atestado, iniciou a primeira explicação de inglês da vida de Eduardinho, que já tinha a boca doce do chocolate e o coração quente do bagaço. De modo que via o poeta a dobrar e ouvia a sua voz como se vinda do Além.
— Isto é fácil. O inglês é uma língua muito bonita. Vais ver que gostas. Eu não tive dificuldade nenhuma. Olha, vê lá se consegues perceber a minha letra e tenta ler o que está aí escrito.
— Verbo tóbé.
— Quase. Verbo to be. To be, was, been. Vamos começar pelo presente. I am, you are, he, she, it is; we are, you are, they are. Diz lá o que pensas disto.
— Os verbos ingleses têm muito ar.
— Por acaso é verdade. Nunca tinha pensado nisso. Sabes, o verbo to be é ser ou estar. É o primeiro verbo que se dá quando se quer começar a aprender inglês. Repete comigo! I am, you are, he, she, it is… ó Lopes, são mais dois… ai não queres? é só mais um afinal, obrigado... we are, you are, they are, como está o senhor? É o sr. Verde, também é poeta e anda por aqui pelo Chiado.
Por volta das 12 horas e 30 minutos, o poeta achou que Eduardinho podia fazer uma pausa no inglês. Estava na hora de almoçar.
— Vamos ali para os lados do Terreiro do Paço. A segunda parte da explicação vai ser no Martinho. Mas antes vamos almoçar numa tasca jeitosa.
A Tasca da Clotilde era uma típica casa de pasto lisboeta, com toalhas aos quadradinhos, jarras de vinho tinto ordinário, serviço familiar e preços baixos. Já para não falar do colo avantajado e maternal da dona. Nos dias de festa, um cravo vermelho adornava-lhe os seios, como Muro de Berlim a dividir duas leitarias desavindas.
Por acaso a dona nem se chamava Clotilde, mas Leonilde. Clotilde era uma prima direita, que morava em Viseu e sabia tudo sobre rouxinóis, tentilhões e mais uma série de pássaros com nomes tristes.
— Ora então boa tarde, sôr Fernando. Sentem-se ali naquela mesinha do canto que já lá vou assentar o pedido...
— Boas tardes, D. Leonilde. A mesinha do canto nem é má ideia...
Foi mesmo na mesinha do canto. O poeta sentou-se, poisou o chapéu em cima de uma cadeira e ofereceu a outra, ao lado da janela, ao Eduardinho.
— Olha, filho, senta-te aqui, que ficas com vista para as meninas aos caracóis.
Dito isto, o poeta quedou-se pensativo. Coçou a cabeça por um instante e tirou uns papéis de dentro da sua pasta de mão. Durante dez minutos ninguém o ouviu. Eduardinho entreteve-se a analisar o ambiente da casa de pasto e a olhar pela janela. Não passou nenhuma menina aos caracóis.
Constatação sem consequências. O poeta já criara mais um poema.
“A menina dos caracóis/passa sempre à uma da tarde/em passinhos miúdos e banais/com a mãe atrelada nos seus ais”.
— Olha, lê e vê se gostas — disse Fernando António para Eduardinho.
O mocito, tímido, não queria dar uma opinião.
— Sôr Fernando, não quis interrompê-lo nos seus versos. Mas agora que acabou já posso tomar conta do pedido.
— Ó D. Leonilde, diga-me lá o que acha do poema.
Leonilde, que gostava muito de poesia (não falhava as marchas dos Santos Populares), deitou uma olhadela para o mais recente poema de Pessoa e disse, sem pruridos ou vergonhas:
— Ó sôr Fernando, sabe como eu sou. Tenho o coração ao pé da boca. Quando me pergunta se os croquetes são do dia eu também não lhe minto. Estes versos rimam demasiado, sôr Fernando...
Pessoa pediu um caldo verde, uma bifana bem passada, encomendou um bife com ovo a cavalo para o Eduardinho e guardou o poema na pasta de mão.
— Isto de ser poeta tem os seus truques. Se a gente acha que o poema é mau cria um heterónimo, para disfarçar. Claro que depois as coisas podem fugir do controlo. Mas deixa lá, estou para aqui a aborrecer-te. Então, viste muitas meninas a passear na rua?
— Vi, mas não havia nenhuma aos caracóis.
— Isso não faz mal. Resolve-se já o problema. Ó D. Leonilde, há caracóis?
— Então não, sôr Fernando? Mando-lhe já a minha filha com um pires deles bem aviado...
Três minutos depois aparecia na mesa um pires de caracóis bem aviado, elegantemente transportado por uma menina dos seus dez anos.
— Muito obrigado, Gabriela. Eduardinho, diz olá à Gabrielinha, que é filha da D. Leonilde. Estás a ver? Sempre há meninas e caracóis.
O poeta atirou-se aos caracóis como gato a bofe. Eduardinho recusou polidamente. A cabeça continuava um pouco flutuante e a tasca revelava ainda uma curiosa propensão rotativa.
— Ó petiz! Isto assim não pode ser nada, estamos às escuras. Ó D. Leonilde, traga um jarrinho de tinto da casa, dos maiores. E dois bagacitos, para abrir caminho... já sei, já sei, não queres bagacinhos... não faz mal... eu bebo os dois, para aquecer os motores... tu vais provar este tintinho, que é de estalo. Vem lá das Beiras. Uma coisa a sério. O quê? Tens a cabeça a andar à roda? Pois... pode ser do sumo de laranja. Deve ter-te caído na fraqueza. Uma vez bebi uma laranjada que me caiu mal. Olha, mete-se um bocado de gasosa no tinto e depois do bife com ovo a cavalo vais ver que te sentes outro.
Eduardinho comeu o bife com ovo a cavalo. É provável que os copos de tinto agasosado tenham alguma coisa a ver com este assunto: no final da refeição o recheio craniano de Eduardinho ouvia o ovo a cavalo a relinchar perdidamente.
Saíram da tasca. Fernando deu-lhe a mão. Não por especial afectividade, mas apenas para auxiliar o petiz a locomover-se nas ruas traiçoeiras de Lisboa.
— Deixa lá, não te preocupes, Eduardinho. Quando comecei a beber, as ruas também pareciam escorregadias. Vais ver que já estás fino quando chegares ao Martinho.
Chegaram ao Martinho sem incidentes. Eduardinho estava agora com a curiosa tendência de achar piada a tudo. A sua gargalhada fresca fez-se ouvir ao longo de todo o percurso, a propósito de tudo e de nada. A cabeça continuava a andar à roda, mas Eduardinho habituara-se e principiava a gostar da sensação. O corpo parecia mais leve. E não sentia o passeio.
— I am, you are... todos no ar, todos no ar... ah! ah! ah!

O poeta escolheu uma mesa a meio da sala, onde tinha por hábito produzir prosa para o Mundo esquecer. Saudou os empregados com uma reverência familiar e dispôs-se a continuar a lição.
Mal estavam instalados e com o reinício da explicação por segundos, Eduardinho levantou-se da cadeira e gritou lá para dentro:
— Ó Lopes, são dois bagaços, temos medo do escuro!
Pessoa ficou muitíssimo surpreendido. Mas com um simples movimento de cabeça, inequívoco, garantiu ao longínquo empregado que a ideia tinha sido aprovada. Por estranha coincidência, aquele empregado também se chamava Lopes. Eduardinho não deu hipóteses. Quando chegaram os bagaços, bebeu os dois à velocidade do relâmpago, num reflexo aterrorizador. E tratou de emitir um som consolado, seguido de um sonoro arroto bagaciento. Na atmosfera ficou a pairar um odor a bife com ovo a cavalo.
— Então isso agora é assim, ó petiz?
— Lá no almoço bebeste tu dois bagaços...
— Ai já nos tratamos por tu?
Eduardinho corou, com a bebedeira emigrada por uns instantes. Depois voltou ao paralelo das gargalhadas e disse:
— Gosto de ti. Primeiro parecias esquisito, mas afinal és muito mais giro que o meu pai, apesar de não teres jeito nenhum para as poesias.
Por estas e por outras é que o poeta achava que o melhor do mundo são as crianças. Descontadas as opiniões idiotas sobre poesia. Era visível que o miúdo estava bêbedo, por isso desculpava-se.
O resto da tarde foi passado com jogos educativos. Pessoa estava adiantado para o seu tempo, até em termos não exclusivamente pedagógicos. O heterónimo professor de inglês chamava-se Alexander Teach.
— Percebeste mesmo? Eu digo uma cor e tu dizes o nome de um objecto que tenha essa cor, em português, está bem? Vamos experimentar. Red...
— Vinho tinto.
— Muito bem.
E Eduardinho atirou-se para trás na cadeira e ergueu os braços em sinal de triunfo.
— Sou muita bom. Ah! Ah! Ah!
— Vá, vá, não te desconcentres. Isto ainda são coisas sérias. Não te esqueças que estás na explicação de inglês...
— Posso beber mais um bagaço?
(Porra p’rò miúdo, saiu-me melhor do que a encomenda. Se calhar não devia tê-lo entusiasmado com os bagaços. Parece-me um superdotado).
— Não. Hoje não há mais bagaços. Quando acabar a explicação bebes um capilé.
— Posso deitar um bocadinho de vinho tinto no capilé?
— Não senhor. Bebes o capilé como deve ser, com uma rodelinha de limão.
— Então um bocadinho de gin. O meu pai bebe gin com uma rodelinha de limão...
— Deixa lá as bebidas agora e concentra-te. Se acertares as cores todas dou-te um livro com desenhos para colorir... vamos lá, green...
— Vinho verde. Sporting.
— Muito bem. Agora blue.
— Blue claro ou blue escuro ?
— Os dois!
— Blue escuro, vinho do Porto. Blue claro, pastéis de Belém.
Não havia que enganar. O Eduardinho tinha potencial. Pessoa resolveu testá-lo de forma definitiva. O pink ia esclarecer a situação.
— Atenção agora, que é difícil. Pink...
— Ah! Ah! Ah! Mateus Rosé…
Chapeau. O diabo do miúdo era um predestinado.
Pouco depois a explicação acabou. Eduardinho bebeu um capilé e comeu duas sandes de presunto especiais. Fernando tomou um cordial e petiscou uns pastelinhos de bacalhau. Apeteceu-lhe beber mais um bagacito, mas o dinheiro estava a acabar e na volta quem bebia o bagaço era o petiz, que tinha reflexos demoníacos, mesmo bêbedo...
Nessa altura lembrou-se de que tinha de pôr o miúdo na paragem de eléctrico do Chiado e que a noite ia cair a breve trecho. Para evitar confusões, deu um café forte ao Eduardinho e obrigou-o a lavar a cara. Dois minutos depois ouviu-se claramente o som de vómitos. Pessoa dirigiu-se aos lavabos rapidamente e sossegou o miúdo.
— Não te preocupes, Eduardinho. Foi o presunto que te caiu mal.
Quando saiu dos lavabos, vinte minutos depois, Eduardinho já não tinha vontade de rir e o seu rosto apresentava um tom esverdeado. Pessoa fez um sinal ao empregado. O Lopes trouxe um leque e sais de frutos Kruchen. Eduardinho não queria beber, mas depois lá se começou a sentir melhor.
— Agora vamos a pé até ao Chiado. Vais ver que te sentes logo melhor. Quando entrares no eléctrico, arranja um lugar na janela e mete a cabeça de fora. Quando chegares a casa nem te lembras que estiveste mal disposto.

E lá foram os dois a pé até ao Chiado. A noite caíra sobre Lisboa. Havia estrelas no céu. O poeta olhou para Eduardinho, meditou durante alguns minutos e depois disse:
— No próximo dia, depois da explicação levo-te às meninas...
— Aos caracóis?...
Pessoa sorriu, com a alma agasalhada de meiguices.
— Sabes, petiz, a minha pátria é a língua portuguesa.
Lisboa era uma grande cidade.


Von Grazen, 17/3/2003, 06h50m

4 Comments:

  • Essa do verbo to be ter muito ar, é simplesmente linda!

    Tadinho do Eduardinho, o Fernando acaba com o moço num dia... mas vamos assistir à saga do Eduardinho e a sua ida às meninas, ou vais contar-nos um outro conto?

    Estou farta de me rir com o texto, obrigada!

    By Blogger Maríita, at 5:10 da tarde  

  • Obrigado pelos afagos do ego.
    Este conto não tem continuação. De resto, nenhum dos 15 desatinónimos tem ligação com qualquer outro.
    No fundo, são o testemunho da minha paixão pelo poeta e uma forma de homenagem.

    A ordem já foi estabelecida em jantarada fraternalíssima, seguida de jogos de King. Portanto, agora a minha simpática equipa técnico-informática limpa com o escovilhão o cano do morteiro literário e vai ejaculando cá para este blogue as aventuras e desventuras do sr. Nogueira Pessoa.

    Quanto ao "Making Of" deste conto, pode-se dizer que é um dissidente, em termos de fonte de inspiração. Este não me saiu por causa das sessões da Casa Fernando Pessoa.

    Este saiu-me por causa da visita, como homenageado principal, do Professor Calvet de Magalhães à Tertúlia BD de Lisboa, fundada por Geraldes Lino e que decorre todas as primeiras terças-feiras de cada mês.

    O Professor Calvet de Magalhães tem casa em Viana do Castelo, mas foi explicando de Fernando Pessoa no que toca à língua inglesa.
    No final do jantar foi perfeitamente delicioso ouvi-lo contar todas as interessantes histórias que tinha "em carteira".

    Aproveitei a deixa e escrevi o texto. E o Professor confirmou a vocação bagaceira do poeta.

    Manuela Nogueira, sua sobrinha, não ficou zangada comigo quando soube destes meus desvarios etílico-literários com o seu tio. Mas ficou um bocadinho de "pé atrás". Num jantar ocorrido no Martinho da Arcada (noite dos Escritores, com homenagem a Manoel de Oliveira, em noite de Benfica--Sporting para a Taça e de projecção do "Garganta Funda" na Cinemateca) tive oportunidade de a esclarecer sobre o meu amor pelo poeta e a intenção benévola do livro de contos.

    O professor Calvet de Magalhães foi posteriormente entrevistado no Porto para a revista "Tabacaria", mas infelizmente a sua entrevista ainda não foi publicada.

    By Anonymous Luís Graça, at 1:24 da manhã  

  • Já que estavam na zona da Baixa lisboeta, porque não deram um saltinho à ginja do Rossio!? :)
    Cheguei por aqui por sugestão da Maríita e gostei bastante do que li.
    Parabéns!

    By Blogger Capitão-Mor, at 10:03 da tarde  

  • Muito obrigado.
    Este livro anda a passar as metas volantes sem chegar à meta final, a edição em papel.

    Primeiro foi a hipótese de aproveitar os dez anos da Casa Fernando Pessoa, agora está a "queimar" a efeméride dos 70 anos do Nandinho.

    Assim como assim, fica em blog, depois de ter sido "picado" por amigos.

    Quanto à ginjinha, era local de peregrinação por ocasião de um salão de BD (organizado pelo Clube Português de Banda Desenhada) que se realizava no Palácio da Independência, nas traseiras do D.Maria II. Final dos anos 80.

    Eu, o Geraldes Lino (fundador da Tertúlia BD de Lisboa), o Rui Brito e o Jorge Deodato (Editora Polvo, na altura apenas em prokecto na cabeça deles). Entre outros. Tempos de sonhos, de projectos e de franca camaradagem.

    By Anonymous Luís Graça, at 4:22 da manhã  

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