15 desatinónimos para Fernando Pessoa

domingo, janeiro 21, 2007

O insondável caso do misterioso Ponto GL

Bela terra, Vila Viçosa. Fernando António combinara encontrar-se na localidade com a sua amiga Florbela Espanca, presidente de um movimento de libertação da mulher.
De forma secreta, Florbela também era a líder de um movimento sado-masoquista, que “noite sim-noite não” se reunia numa mansão para ler Sade, Bataille, Walser e praticar sexo violento.
O dia amanhecera com manias de brisa e histerismos de nuvens indecisas. Ora tapavam o sol, ora o descobriam sem o mínimo pudor. Poderia dizer-se com alguma propriedade que estava um céu de pintor. Não faltavam motivos iconográficos. O director de fotografia Robbie Muller também apreciaria sobremaneira os efeitos especiais da troposfera.
Fernando António estava imerso na leitura, bebia bagacinhos e de vez em quando levantava os olhos para o céu e ajeitava o chapéu, onde pousavam, de cinco em cinco minutos, libélulas particularmente adeptas de Florbela, que deitavam o canto do olho aos sonetos que Fernando António lia avida e fleumaticamente.
“Tanto clarão nas trevas refulgiu,/E tanto beijo a boca me queimava!/E era o sol que os longes deslumbrava/Igual a tanto sol que me fugiu!”.
A páginas tantas, Fernando António cansou-se da inconstância das libélulas, no seu pousar e levantar assustadiço. Comeu uma, por mera dissuasão, pois o poeta ainda não tinha fome. Eram apenas 11 horas, 23 minutos e 55 segundos. Fernando António nunca tinha fome antes do meio-dia, 7 minutos e 18 segundos.
Florbela chegou pouco depois, com uma perla de transpiração a escorrer-lhe pela face esquerda. Sentou-se num desvario, levantou o braço e pediu um Martini, com uma casquinha de limão.
— Meu querido Fernando, então, o que me diz de Vila Viçosa?
— Bela terra, Florbela, bela terra.
— Eu sabia que o meu amigo havia de gostar. Por isso o convidei. Ó Fernando, tem uma coisa colada ao lábio, a sair-lhe da boca.
Fernando António levou a mão ao lábio e retirou cuidadosamente uma asa de libélula que tinha ficado presa.
— Não é nada. Obrigado, Florbela.

A conversa começou aos ésses, tomou rumos intelectuais, peregrinou por questões turísticas, andou ao sabor do vento e dos acasos. Pelas 13 horas, 19 minutos e 13 segundos, o marcador assinalava: Fernando António, 11 (bagaços) — Florbela Espanca, 6 (martinis). Certo que Fernando partira com avanço, mas a menina Florbela não era peca a dar-lhe com solenidade nos martinitos.
— Ó Fernando, acha que era boa ideia pedirmos qualquer coisa para petiscar, assim tipo almoço?
— A Florbela é que sabe. Por mim, não há nada como um bagacinho e um soneto dos seus. De resto, já comi um insecto, que nem me soube nada mal.
Vieram queijinhos frescos. Veio broa. Veio manteiguinha. Veio um jarrinho de tinto, para misturar com Seven Up, à camionista de longo curso, antes do “balão”. Depois, como prato principal, cabrito assado à padeiro.
Tanto Florbela como Fernando não deram confiança às sobremesas, saltando logo para café e digestivos. No caso, cálices de Cointreau. Podia-se dizer que os dois amigos estavam bem. Estômagos aconchegados, a alma tranquila de ardências.
— Conte-me lá, Florbela, e o seu clube feminino?
— Sabe, Fernando, os tempos vão maus para a libertação das mulheres. O que me vale são as sessões de literatura nocturna. E mais umas coisinhas.
— Que coisinhas?
Florbela inclinou-se para a frente, agarrou com ternura na cabeça do poeta e segredou-lhe ao ouvido todo o pitéu sado-masoquista na mansão da Marquesa de Osga.
— A sério?!?
— Ó Fernando, eu ia lá brincar com uma coisa destas! Às vezes, basta tocarem-me num certo sítio e eu expludo logo. Sabe o que é o ponto G, não sabe?
Fernando António não sabia. Mas a vida tem curiosas coincidências. Um sujeito que discretamente lia o “Diário de Notícias” na mesa do lado, levantou-se num rompante, tirou o chapéu num gesto assaz nobiliárquico e apresentou-se:
— Se me permitem, creio que está no ponto de me apresentar. O meu nome é Ernst Grafenberg e sou o inventor do Ponto G. Sabem, o Ponto G “é uma área de tecido, semelhante a um botão, na parede exterior da vagina, que incha durante a excitação sexual. Quando o Ponto G é estimulado e suavemente pressionado, a mulher experimenta um orgasmo rápido e intenso. Alguns pesquisadores acreditam que o Ponto G pode ser o equivalente feminino à próstata, já que está situado perto do colo da bexiga. Procurar o Ponto G durante os preliminares é um modo excelente de ambos ficarem excitados sexualmente. A sua parceira deve deitar-se de costas enquanto você se coloca de lado, junto dela”.
Primeiro, Fernando António e Florbela Espanca ficaram sem reacção. Poderia dar-se o caso de estarem em presença de um embusteiro, com particular tendência para memorizar extractos do livro “Sexo e Prazer”, edições Asa. Fernando resolveu testar o homem:
— Então diga lá quantos centímetros de dedo indicador lubrificado se devem inserir na vagina...
— Bem, cinco a sete centímetros e meio — disse o alegado Grafenberg, enquanto levantava o seu indicador direito de forma professoral e os olhos lhe brilhavam.
Estes últimos pormenores convenceram Fernando António, que convidou o cavalheiro a sentar-se. Uma hora passada, pode-se dizer que os sintomas de intimidade se intensificaram. Grafenberg tinha o dom da oratória e era profundamente conhecedor da temática sexual. Além disso, possuía ainda o raro e apreciado mérito de misturar a linguagem científica com anedotas alentejanas sobre sexo.
— A senhora dona Florbela tem cara de ser dada a práticas sexuais, digamos, desviantes. E digo desviantes sem nenhum propósito de julgamento moral. Deixe-me que lhe aconselhe a posição de “Borboleta em suspensão”.
Banzados. Ah! pois! Uma pessoa pode perceber muito de poesia, até pode ser dada às artes do sexo, mas não está à espera que lhe apareça um Ernst Grafenberg a aconselhar posições que tais.
Banzados. Foi assim que ficaram Fernando e Florbela.
Grafenberg estava embalado. Citou, de memória, o livro “O grande O”, de Lou Paget, a páginas 115: “A posição de ‘Borboleta em Suspensão’ permite que a mulher controle a sensação de que precisa e quer. Neste desenho, em particular, ela apoia o peito contra a cabeceira da cama, enquanto o homem tem a cabeça apoiada na almofada. Desta forma, ele pode ajustar a pressão sobre o seu rosto e pescoço sem ficar com a sensação de que está a ser esborrachado”.

Era óbvio que Grafenberg também sabia o que era o mastoideu. Mas não foi disso que falou a seguir. Referiu de imediato que a “Borboleta em suspensão” também podia ser designada por Aka Somf (senta-te na minha cara). Meia-hora depois, com um ar grave, rematou: “O factor prazer durante a cópula é directamente proporcional ao conforto da posição que ambos adoptarem”.
E isto independentemente de se ser de Esquerda ou de Direita.
— O senhor Fernando é um homem culto, já vi. Mas sabe, por exemplo, o que é o nó Y?
Já eram letras a mais para uma só tarde. Fernando António encolheu os ombros e Florbela Espanca solidarizou-se com o poeta, na sua ignorância.
— Y só conheço o suplemento do ‘Público’, às sextas-feiras — afirmou Fernando.
— Nó, só conheço os de marinheiro e o górdio — disse Florbela.
— Para o movimento de nó Y, o homem alarga a lábia, servindo-se de dois dedos de uma mão e, com a segunda mão posicionada mais acima, coloca o dedo médio, ou os dois juntos, de modo a massajar o clítoris com movimentos laterais, para cima e para baixo, ou com movimentos circulares.
“Chapeau”!
Grafenberg não tinha apenas lábia. Ele sabia mesmo do que falava.
— Permitam-me que lhes aconselhe a leitura de Puchkine.
— Eu já leio os contos de Puchkine. Muitíssimo bons — confessou Fernando.
— Ah! o cavalheiro conhece os contos. Mas eu não me refiro aos contos. Refiro-me ao seu diário secreto. Conhece? Não? Está a ver como são as coisas?
Ora bolas! O Grafenberg começava a tornar-se um bocado chato, com a sua omnisciência. Está certo que já se tinha aprendido umas coisas, mas se o homem quase não passava a bola, era sabido que a tarde ameaçava tornar-se longa como o caraças. O melhor era mandar vir mais uma meia-dúzia de bagaços, pelo sim pelo não.
“E ser cornudo é horroroso e insuportável. Ninguém se aproveitou tanto da falta de conhecimento dos maridos como eu, e como eu gostava de ver os seus cornos a crescer, invisíveis para todos, excepto para mim!”.
Pois. A páginas 25 do livro editado pela Difel.

O homem citava as páginas como quem bebe um copo de água. Ou um bagacito, no meu caso. Foi a Florbela quem salvou a situação, desviando a conversa para os tempos retroactivos dos romanos e levando o jogo para o livro escrito por John Clarke, primo do antigo campeão de Fórmula Um, Jim Clark. “Le Sexe à Rome”, editions de La Martinière, gravura sugestiva na capa, com uma romana montada num romano. Uma pintura erótica da Rua Mercúrio, em Pompeia, no século I.
Alguns investigadores defendem que a mulher se chamava Maria José e o homem João Francisco, mas é altamente improvável.
— Sabe, amigo Grafenberg, muito do que nos disse já os romanos sabiam, séculos atrás.
— Não duvido, cara senhora. Mas é preciso sistematizar as coisas.
— O amigo Grafenberg sabia que a páginas 67 de “Le sexe à Rome” o último subtítulo diz “Tableaux de sex shows dans l’auberge de la rue Mercure”? — invectivou Florbela.
— Desconhecia totalmente, minha amiga. Por quem é!
— E sabia que isto só foi retirado das cinzas em 1823?
— Não fazia a mínima ideia.
Ora toma! Boa, Florbela! Só para o homem não ter a mania que sabe tudo. Já estava capaz de o mandar meter o dedo no rabo. Não o faço por mera prudência. O gajo punha-se logo a citar as técnicas de meter o dedo no rabo e eu é que ficava de cara à banda. Vou contra-atacar, agora que a Florbela já o encostou às cordas e o canto neutro está ocupado por vendedores de bijuteria.
— Amigo Grafenberg: já que estamos em maré de confidências, sabe o que é o ponto L?
O homem ficou branco. Suores frios começaram a escorrer-lhe pelas costas abaixo. Tantos anos de taradice sexual, tantas horas enfiado nas bibliotecas a masturbar-se com as gravuras antigas, tanto esforço posto em causa de um momento para o outro. Primeiro, o tal livro dos romanos que ele desconhecia por completo. Depois, um ponto L perfeitamente omisso no seu repertório de conhecimentos. Ó Céus cruéis!
Fernando António avançou, decidido.
— O Ponto L é o Orgasmo Literário, amigo Grafenberg!
Completamente derrotado, Grafenberg escusou-se com uma conferências das 9 da noite em Leipzig, com um helicóptero à sua espera, com um javali ao lume. Uma coisa assim. Foi-se. E tudo o vento levou.

Fernando António e Florbela Espanca suspiraram.
— Olha, Fernando, vai o meu último soneto, antes do jantar?
— Vamos nisso, Florbela.
— Chama-se “Horas rubras”. É assim: “Horas profundas, lentas e caladas/Feitas de beijos sensuais e ardentes,/De noites de volúpia, noites quentes/Onde há risos de virgens desmaiadas...
Oiço as olaias rindo desgrenhadas.../Tombam astros em fogo, astros dementes,/E do luar os beijos languescentes/São pedaços de prata plas estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos.../Os meus braços são leves como afagos./Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve branca e misteriosa.../E sou, talvez na noite voluptuosa,/Ó meu Poeta, o beijo que procuras!
— Belo poema.
— Obrigada. Fi-lo há dias, no intervalo da orgia na mansão.
— Ah! daí a referência aos risos de virgens desmaiadas...
— Pois é, primeiro riem-se, depois desmaiam, quando percebem o que lhes vai acontecer. A propósito, vamos pagar a conta, que ainda tenho de ir comprar um capuz novo, antes da sex-shop fechar. Tenho usado um de cabedal preto que é uma verdadeira estufa. Uma pessoa até perde o prazer de estar a chicotear o vereador da Cultura...
Fernando António, cavalheiro, pagou a conta. Florbela saiu primeiro, em passo de corrida, dificultado pelos tacões-agulha dos seus elegantes sapatos à sado-masoquista. A sex-shop estava quase a fechar. Combinaram encontrar-se uma hora mais tarde.
O restaurante “O pargo enchernado” (especializado em ‘Pargo à la cherne’,‘Caldeirada de lulas enraivecidas’ e ‘Cataplana à la bacana com banana’) era um “must” de Vila Viçosa e já tinha sido combinado que Fernando António e Florbela Espanca fariam as honras da casa no primeiro dia da estada do poeta no magnificente rincão telúrico de Portugal.
Fernando escolheu uma mesa discreta, ao pé da lareira, encimada por alguns versos de Florbela:
“Gosto de ti apaixonadamente,/De ti que és a vitória, a salvação,/De ti que me trouxeste pela mão/Até ao brilho desta chama quente”. Ao lado, um brasão de Vila Viçosa e um quadro do Marquês de Bricolage, com uma caçadeira na mão e um perdigueiro aos seus pés.

Fernando sentou-se, pediu um tartex e um conhaque, só para entreter. Um criado de cabelos grisalhos e pinta de bissexual veio limpar a mesa das migalhas, com uma escovinha toda amaricada. O som da escova na toalha manchada de “Porta da Travessa tinto 1640, 2ª edição” produziu um efeito calmante no lisboeta, que pediu um charuto e se recostou no amplo cadeirão de cabedal. Pouco depois chegou Florbela, com um saco de plástico preto e doirado.
— Então, essas compras?
— Sabe, Fernando, este país está cada vez mais pindérico. Para além de fechar às 19 horas, a sex-shop tem uma capacidade de rotação de produtos verdadeiramente escassa. Lá tive de comprar um capuz do ano passado, uma coisa completamente ultrapassada. Já ninguém fustiga em Paris com um capuz assim. Mas nós somos o esgoto da Europa e Vila Viçosa deve ser a capital do “dumping” dos produtos S&M.
— Tenha calma, Florbela. Também não há-de ser assim tão mau.
— É, sim senhor. Já viu a carta, Fernando? Aconselho particularmente as “Enguias ao supremo enleio”. É um prato de homenagem ao meu poema, que termina assim: “E quando a derradeira, enfim, vier,/Nesse corpo vibrante de mulher/Será o meu que hás-de encontrar ainda...”.
Fernando estava mais virado para o tornedó de carapaus com molho à espanhola, acompanhado por feijão verde e castanhas assadas, uma especialidade do Chef Sílvio, recém-chegado de um estágio de ‘nouvelle cuisine’ na Tasconha. Florbela pediu a Hamlet de Ovas de Intrujão. Com uma salada de alface e tomate, temperada com agriões.
O repasto estava a decorrer da melhor forma, ao som ambiente de Mozart, que se esgueirava pela sala ampla com a subtileza de um esquilo dos jardins de Gotemburgo. Na mesa ao lado, um sujeitinho não parava de rabiscar, em fúria, apontamentos para algo que o afligia. Escrevia e riscava, riscava e escrevia.
Às tantas, Fernando António, prestável, ofereceu-se:
— Peço desculpa de me intrometer, mas a minha pátria é a língua portuguesa. Posso ajudá-lo?
— Obrigadíssimo. Estou a tentar escrever a minha prosa de hoje para a crónica “O barbante na horizontal”. Não me sai nada. Nem um filme, nem uma peça de teatro, nem um comentário político. Vila Viçosa secou-me...
— Não diga isso. Uma terra que inspira a Florbela não pode secar ninguém literariamente. Olhe, ainda hoje à tarde senti uma verdadeira aproximação ao Ponto L...
— Ó meu amigo, que felicidade! Quanto eu não daria para aflorar de raspão o Ponto L...

Fernando António estranhou que o fulano soubesse o que era o Ponto L. Mas a verdade é que estava perfeitamente ciente dessa realidade literária. Apresentaram-se.
— Fernando António, escritor.
— Eddie Rabbit, professor subsidiário.
— Então o que o traz a Vila Viçosa?
— Estou a preparar uma tese, precisamente sobre o Ponto L. E talvez sobre o Ponto GL.
— O Ponto GL?!? — estampou-se de estupores o rosto de Florbela.
— Sim, o Ponto GL é o nirvana. A definição é esta: “Atinge-se o ponto GL quando a qualidade literária é tão elevada que produz uma ejaculação”. Ou seja, é a mistura do Ponto G com o Ponto L. Não há orgasmo mais perfeito.
— Nem a surfar um “pipeline” no Hawai? — perguntou Fernando.
— Nem isso. Nunca atingi o Ponto L, mas tenho amigos que o conseguiram, embora nunca atingissem o GL. Donde, o mais correcto é conformarmo-nos com o nosso destino. Donde, o melhor é continuar a ler Benjamin, Derrida e outros que tais. Dá sempre jeito para uma boa mesa redonda, um colóquio. Donde, cá vamos andando.
O diálogo prosseguiu animado pela noite fora. Fernando António, Florbela Espanca e Eddie Rabbit partilhavam a paixão pela literatura. Ora, se juntarmos a esse gosto uma mesa farta e aprimorada, que mais se pode pedir? Eddie Rabbit acabou por escrever a sua crónica à sobremesa (“O cinema de animação existe?”) e saiu com os dois amigos para a noite de Vila Viçosa, agitada por uma movida sempre renovada.
No restaurante “O pargo enchernado”, finalmente vazio, um quadro vetusto ganhou uma animação particular. O Marquês de Bricolage podia finalmente mexer-se. Fez uns exercícios de desentorpecimento, baixou-se para um afago ao canídeo e desabafou:
— Porra, estava a ver que estes chatos nunca mais se iam embora. Como está o meu Mondeguinho? Uma festinha no Mondeguinho, uma festinha no Mondeguinho...
Na parede em frente, num quadro de Sisley, um homem num barco gritou para o Marquês de Bricolage:
— Ó Marquês! Todas as noites é a mesma coisa. Desvie lá a arma! Sempre que faz festas ao cão a arma fica apontada para o meu quadro. Não lhe chegou ter acertado na aguarela da Catarina Eufémia na Noite de Natal?
Quem sabe alguma coisa sobre os fantasmas de Vila Viçosa que ponha o dedo no ar. Está bem, Grafenberg, está bem... vejo que o senhor sabe.

Von Grazen, 20/7/2204, 00h45m.

4 Comments:

  • :-D

    Atingi o ponto L pá, aqui a rir-me que nem um desalmado no escritório!

    Até a constipação me passou!
    Não há curativo ao nível de um orgasmo, ainda que literário!

    Abraço!
    Diniz

    PS: A Inês falou contigo para a sessão de poesia este sábado? Ora vê mais em http://poetas-almadenses.blogspot.com

    By Blogger Rui Diniz, at 9:38 da manhã  

  • Eh! pá, não sabia que estes contos eram antipiréticos! Vamos ver se a Aspirina não me processa.

    Agradeço muito o teu convite, mas já tenho "compromissos voleibolísticos" no sábado e domingo. Vou à Luz mostrar aos amigos o Benfica--Marítimo e o Benfica--Machico. E não sou benfiquista nem madeirense, mas apenas ex-voleibolista.

    Grande abraço.

    By Anonymous Luís Graça, at 2:09 da manhã  

  • Ai Luís, acho que vamos todos querer atingir o ponto GL...

    Beijinhos

    By Blogger Maríita, at 7:32 da tarde  

  • Pois, cada um no seu ritmo.
    Vou tentar atingir um novo ponto a partir de segunda-feira: o ponto GLD, o orgasmo literário dramatúrgico, já que inicio um workshop teatral com o José Sanchis Sinistierra, conhecido, entre outras peças, pela "Ay, Carmela".

    Há para aí uma série de malta que não gosta de muitas indicações de cena nos textos. Eu uso e abuso, tipo ketchup e mostarda.

    Se calhar é por gostar do termo "didascálias".

    Beijinhos.

    By Anonymous Luís Graça, at 12:25 da manhã  

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